29 de agosto de 2011

O ruido e o silêncio





NOOMA Noise | 005 Rob Bell

Why is silence so hard to deal with? Why is it so much easier for us to live our lives with a lot of things going on all the time that to just be in silence? We're constantly surrounded with "voices" that are influencing us on how to think, feel, and behave. Movies, music, TV, Internet, cell phones, and a never-ending barrage of advertising. There's always something going on. Always noise in our lives. But maybe there's a connection between the amount of noise in our lives and our inability to hear God. If God sometimes feels distant to us, maybe it's not because he's not talking to us, but simply because we aren't really listening.

NOOMA films are created and produced by Flannel, a nonprofit organization. We are a group of people committed to giving everyone a fresh and compelling look at the teachings of Jesus.

10 de agosto de 2011

A santificação do descanso

Senhor, o problema da santificação dos «lazeres» é resolvido em Ti e por Ti. No meu descanso cantarei, se és tu o meu descanso. Encontrar-te-ei no meu repouso, se és tu o meu repouso. Tu és a plenitude e a alegria do sétimo dia. Aumenta em mim o reconhecimento, de modo que eu faça de todo o repouso, de toda a recreação, de todas as férias uma entrada no repouso do Criador que me fez e me conserva, uma entrada no repouso do Cordeiro que me redime e perdoa. Neles encontrarei o repouso máximo, pois a sua obra de bondade foi infinita. Mestre, faz do meu repouso uma participação nesse repouso que, nas margens do lago, tomaste com teus apóstolos. «Quanto a nós, se tivermos fé, havemos de entrar no repouso de que Deus falou».



In.: Presença de Cristo, um Monge da Igreja Oriental


1 de agosto de 2011

Oração para o tempo de férias, José Tolentino de Mendonça


Senhor, seja este o tempo

de nos relançarmos em aliança mais pura com o real

convictos daquilo que a hospitalidade

paciente e fraterna do mundo

em nós revela

Que saibamos apreciar a imediatez flagrante em que a vida se dá,

mas também as suas camadas profundas, escondidas, quase geológicas.

Que no instante e na duração saibamos escutar,

hoje e sempre,

o vivo, o desperto, o fremente

e o seu esperançoso trabalho.

Recebe, de nós,

a aurora e o verde azulado dos bosques.

Recebe o silêncio intacto dos espaços.

Recebe a música oceânica do vento.

Mas recebe igualmente a marcha desencontrada da história,

o desenho inacabado da nossa conversa terrena,

esta espécie de parto que,

entre dor e alegria,

nos une.

Sejam os nossos quotidianos gestos

mergulhados na vivacidade da troca,

abertos ao que de todos os pontos

da humanidade e do mundo converge,

impelido pelo teu Espírito.

Que a frágil chama de amor hoje acesa

Ilumine tudo por dentro:

desde o coração da menor partícula

à vastidão das leis mais universais.

E tão naturalmente invada

cada elemento, cada mola, cada liame,

florescendo e amadurecendo

toda a vida que em nós vai germinar.

José Tolentino Mendonça