19 de janeiro de 2012

Mártires do passado ou do presente?

Hoje celebramos a memória dos beatos mártires da Companhia de Jesus que morreram pela fé católica, uns após a separação dos cristãos no século XVI (Tiago Sales e Guilherme Saultemouche) e outros no século XVIII, em plena revolução francesa (Tiago Bonnaud e Companheiros, José Imbert e João Cordier).

Podemos olhar para estes nomes e “petrificá-los” no passado com uma admiração própria de heróis de outros tempos, ou podemos ir mais longe e perguntar-nos: o que levará alguém a entregar a vida por um Amor assim?
Esta pergunta é mais actual e necessária do que possamos pensar.
Actual porque, embora seja pouco noticiado, não é demais lembrar que há homens e mulheres em pleno século XXI, que vivem situações semelhantes (vale a pena conhecer o trabalho da Ajuda à Igreja que Sofre) e necessária porque, se estivermos atentos aos desafios do nosso dia-a-dia, não precisamos destas situações limite para sermos chamados a dar “testemunho supremo do amor a Cristo e à sua Igreja”.

“O nosso tempo precisa de santos, precisa sobretudo do exemplo daqueles que deram o testemunho supremo do seu amor a Cristo e à sua Igreja: não há maior prova de amor do que dar a vida pelos amigos”. (Papa Paulo VI, 25 de Out de 1970)

1 comentário:

Anónimo disse...

"O nosso tempo precisa de santos, precisa sobretudo do exemplo daqueles que deram o testemunho supremo do seu amor a Cristo e à sua Igreja"

A falácia do final: e à sua Igreja.

Porquê? Podemos ter santos sem igreja...

Até estranho não falarem na obrigação de dar a esmola à Igreja para não ficar em dívida...