19 de fevereiro de 2012

"Porque pensais assim?" (Mc 2, 1-12)

"Jesus oferece o perdão de Deus a estes homens que deveriam normalmente fugir da sua presença. Oferece a salvação de Deus aos excluídos por todos, sem averiguar primeiramente o seu passado, sem lhes exigir previamente penitência.
Segundo a tradição farisáica, o pecador pode converter-se de novo a Deus e esperar de Ele o perdão através da penitencia e das boas obras. Mas o que torna em novidade a escandalosa opção de Jesus é o seu oferecimento gratuito do perdão generoso de Deus. Esta actitude de Jesus distingue-o dos círculos farisáicos, das diversas tendências religiosas contemporâneas, e mesmo de João Baptista. O Baptista aceita também os publicanos. Mas aceita-os para a penitência, após terem manifestado o seu desejo de começar uma vida nova. Jesus oferece o perdão de Deus aos pecadores mesmo antes de que eles façam penitencia. Por isso, o gesto simbólico que caracteriza a mensagem e o agir de João é o baptismo de penitência. Porém, o gesto que caracteriza a mensagem e o agir de Jesus é o banquete festivo com os pecadores.
Deus não se revela aos sábios fariseus que conhecem a lei e a observam, mas a estes pequenos, incultos, que nem a conhecem nem a observam.
Esta prioridade de Jesus exprime surpreendentemente uma mensagem de perdão e de salvação desconhecida em toda a tradição judaica".

Eis a radical inovação!
Eis o compromisso de perdão para os dias que correm...
Um perdão que, entre ameaças de morte, não deixa de insinuar vida.


"El ofrecimiento del perdón" in Jesús de Nazaret: El hombre y su mensaje,
de José Antonio Pagola.

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