8 de maio de 2012

uma primeira impressão pessoal da filosofia: do "é" ao "amén"

 «Jadis, aux champs, seuils et croisées, S’ornaient de bouquets toujours frais, Comme au matin sous les rosées, Les prés, les jardins, les forêts, Tout l’été fenêtres ouvertes, Le logis sentait le terroir, Comme feuilles de menthe verte, Comme neige et miel de blé noir.» Nérée Beauchemin


Estudar filosofia é deixar que nos revelem o impacto que uma mão cheia de homens e os seus pensamentos tem na maneira como vivemos, encaramos a vida e somos, é um tirar chão debaixo dos pés. Pequenas descobertas, pequenas certezas, pequenas ideias, foram tidas, mantidas e desmentidas milhares de anos antes de ser chamado à existência, e até as mais mirabolantes intuições já contam muito tempo. É um espanto. Problemas que eram e ainda são, que ganham e perdem peso através da narração.

Podemos ver o ser descobrir-se só mirando o ente infinito, conquistando-o perante e em cada coisa, o ente finito ora em crise por descobrir Deus, ora posto em crise ao distanciar-se de Deus, e o repouso. A procura do contínuo permanente, a busca do que é de verdade, do que fica, a luta com a própria solidão do ser que em si existe só. Depende de uma deliberada decisão de perseguir outra coisa, atividade que tendo repercussões externas é intrínseca, é busca interior. O reconhecer-se como ser-criado e não ocasionado, o constatar a criação como emanação, faz com que as montanhas em que nos movemos se tornem profundamente diferentes.

Dois espantos diferentes: um perante tudo o que se mexe e se vai revelando à medida que o pensamento o encontra e o desvenda; outro perante Alguém, que lhe dá sentido ao mesmo tempo que o interroga, que vai revelando à medida que vamos questionando, um saber que se conquista mas que é também dom.

8 comentários:

Anónimo disse...

Podemos ver o ser descobrir-se só mirando o ente infinito, conquistando-o perante e em cada coisa, o ente finito ora em crise por descobrir O Pai Natal, ora posto em crise ao distanciar-se do Pai Natal, e o repouso.

Não tem pés nem cabeça pois não?

Anónimo disse...

Claro que não, como dizer que se distancia de deus. Como deus não existe... faz tanto sentido como a distancia do Pai Natal...

Anónimo disse...

Ámen: do latim eclesiástico amen, do grego amen, do hebreu amen, verdadeiro, certo, seguro, firme.


é verdadeiro?
é certo?
é seguro?
é firme?

poder comparar o verbo é com Ámen?

Anónimo disse...

Nullum et non facta.

Ámen não se deve comparar a É.

Anónimo disse...

"Ser ou não ser, eis a questão"

Ámen ou Nullum.

Se não concorda com o que o padre diz na missa, no lugar de responder Ámen diga alto e em bom som: NULLUM!

Só assim será um ser consciente e não uma ovelha a balir: Ámen, Ámen, Ámen...

Anónimo disse...

São pessoas de bem aquelas que ensinam a responder Ámen, sem ensinar a responder nullum?

Quando se ensina a aprender, ser consciente é importante.

Quando se responde amen, é porque se considera que o que acabou de ser dito é verdadeiro, é certo e é seguro. Se não se concorda devem responder nullum.

Fica a lição como pessoa de bem.

Os outros tentam escravizar pela ignorância. Tentam prender numa prisão mental.

Agora já sabe. A decisão é sua.

Anónimo disse...

Nullus Deus. Nullus Dominus. Nullus Timor.

http://en.wikipedia.org/wiki/File:Excalibur_the_Sword,_Howard_Pyle_1902.jpg

Anónimo disse...

http://www.talariaenterprises.com/images/6256a.jpg

As igrejas apresentam água benta para consumo próprio...

E já agora, acreditam que a água é benta como acredita em deus?
Porque inventou a igreja, algo como a água benta?
Não terá a Igreja Romana inventado deus, para não morrer pela espada?

Pois é, os romanos inverteram a espada e agora parece uma cruz... e tentaram apagar o passado... mas as pedras aindam falam... a arqueologia prova quem são os católicos romanos...

Roma vive no Vaticano, com tudo que isso implica. deus não existe.

Nullus Deus. Nullus Dominus. Nullus Timor.