20 de junho de 2012

Beato Francisco Pacheco – Missionário e Mártir Português


Francisco Pacheco nasceu em Ponte de Lima em 1556. Entrou na Companhia de Jesus com 20 anos motivado pelo exemplo de um tio que tinha sido martirizado precisamente no Japão, país onde Francisco Pacheco haveria de se encontrar com o mesmo destino.
Depois do tempo de Noviciado e Filosofado, em Coimbra, partiu para a Índia em 1592. Ensinou em Goa e começou o estudo da Teologia, que foi concluir no famoso colégio de Macau.
Chegou ao Japão em 1604 com o ímpeto de evangelizar este grande país do Oriente. Após ter sido expulso do país, não deixou de levar a sua missão até ao limite e, quando em 1615 voltou a entrar no Japão, desta vez disfarçado de mercador, por lá ficou durante dez anos a anunciar o Evangelho, mesmo nos ambientes mais hostis e de perseguição aos cristãos.  
Numa das cartas que escreveu ao Padre Geral durante este período, dizia: “A todos, grandes e pequenos, pobres e ricos, tratamos indiferentemente, e acudimos a todos, arriscando nossas vidas. Aos pobres e desterrados pela fé ajudamos com as esmolas que podemos, e as pedimos para os ajudar.
Em 1625, o nosso missionário de Ponte de Lima foi preso e assim permaneceu até 20 de Junho de 1626, data da sua violenta morte em Nagasáqui.

4 comentários:

Ivete disse...

O século XVII no Japão é marcado pelo terceiro período de shogunato (Tokugawa Bakufu). O governo Tokugawa desejava deixar claro às potências européias que o ocidente não era bem-vindo, tragicamente, o assassínio de jesuítas tornou-se a mensagem exemplar, desse governo, ao mundo.

Anónimo disse...

Cara Ivete,
Comparando a sociedade do Japão do século XVII e a sociedade do Japão do Século XXI, qual será mais feliz, mais humana, mais comunitária, mais respeitadora da natureza?
Obrigado pelo seu comentário.

Anónimo disse...

Por ser limiano tal com eu, é com profundo respeito que homenageio este granda mártir.

Mário Trovela disse...

Já vai sendo tempo de a Freguesia de Correlhã assumir a naturalidade de Francisco Pacheco ocorrida na Quinta de Barrô, cujo portal de entrada ainda hoje ostenta a insígnia da Companhia de Jesus.
Mário Trovela