22 de agosto de 2012

o desconhecimento faz mal (3)

Alguns ateus gostam de repetir a frase de um dos profetas do (novo) ateísmo: “A religião só faz mal”. Esta repetição funciona como um ‘mantra’ para os budistas. É mesmo possível, segundo eles, provar o seu fundamento recorrendo a alguns maus exemplos dos efeitos da religião. Quando algum crente pergunta: não serão as pessoas que vivem mal a sua religião, e não a religião que ‘só faz mal?’. Não, respondem os ateus. A prova está feita. Os exemplos estão aí. 
O mundo está cheio de exemplos, uns bons outros maus. Aos ateus apenas interessam os maus. Bons exemplos têm um inconveniente fundamental: falsificam a tese de que ‘a religião só faz mal’. É por isso que os bons exemplos não só não são aceitáveis pelos ateus como são declarados não existentes.
 
 
Apresenta-se a seguir os Leigos para o Desenvolvimento.
 
Fundados em 11 de Abril de 1986, os Leigos para o Desenvolvimento são uma associação sem fins lucrativos, dotada de personalidade jurídica canónica e civil, reconhecida oficialmente como uma Organização Não-Governamental de Cooperação para o Desenvolvimento (ONGD). O Governo Português, através do IPAD - Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento, Ministério dos Negócios Estrangeiros, reconheceu lhe o estatuto de Pessoa Colectiva de Utilidade Pública em 1995. Uma Associação Católica e uma obra de inspiração Inaciana, que partilha com os Jesuítas princípios e uma missão comuns.
Actualmente com projectos de Desenvolvimento em S. Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, Timor e Portugal, actuamos preferencialmente na área da educação formal, não formal e informal, na área da saúde, na área da capacitação de organizações da sociedade civil e na área da acção social e desenvolvimento comunitário.
A nossa actuação é através de voluntários LD que permanecem no terreno pelo período mínimo de um ano, privilegiando a relação, o conhecimento local e a simplicidade de meios, sendo assim criada a possibilidade do auto-desenvolvimento das comunidades. Para além do tempo de missão, dos projectos e serviços desenvolvidos os LD são, para os seus voluntários, uma “escola” de vivência intercultural, de respeito e valorização das diferentes culturas e de participação cívica.
 

11 comentários:

Anónimo disse...

Bons exemplos têm um inconveniente fundamental: falsificam a tese de que ‘a religião só faz mal’.

Quem é desonesto intelectual é assim. Apelam a intelectualidade, racionalidade e espírito crítico, mas começam logo sendo alvos das próprias críticas. Por questões puramente ideológicas caem no ridículo e na contradição.

Francisco

alfredo dinis disse...

Caro Francisco, obrigado pelo teu comentário com que estou inteiramente de acordo. Um abraço. P. Alfredo Dinis,sj

António Parente disse...

mais um excelente exemplo.

Anónimo disse...

Então olhemos para um exemplo:

O Bispo do Porto afirmou na televisão que:
A grande novidade de Jesus-Cristo, relativamente a Deus, é a encarnação.

Olhando para os Deuses Romanos, em são bem represetados por imagens humanas. O Faraó Egipcio também era Deus em vida e Calígula foi o primeiro Romano que se considerou Deus em vida.

Assim sendo parece que Jesus-Cristo não mais do que uma estorinha para os Romanos englobarem os Judeus e mudarem um pouco para que tudo fique na mesma... o império Romano Militar no império Romano Clerical.

Infelizsmente as guerras continuaram e com motivações semelhantes o Rei Inglês criou a Igreja Anglicana para englobar os Romanos e os Ortodoxos (os germânicos sempre tiveram questões com os Romanos).

Assim é razoável dizer que o homem criou deus e que a várias religiões foram alterações das anteriores e que consideram mentira as afirmações literais dos textos sagrados das manifestções físicas de Deus. Como tal Deus só existe na cabeça de quem conhece o conceito.

Como tal, não acredito nos que se dizem representantes de deus porque deus não passa de um mito como o Pai Natal.

Eu diria que o desconhecimento e a mentira fazem mal. O desconhecimento sobre a inexistência de deus faz mal.

Anónimo disse...

«Sem a revelação de Deus em Cristo, a razão humana não compreende absolutamente nada de Deus»

Francisco

Anónimo disse...

«Sem a revelação de Deus em Cristo, a razão humana não compreende absolutamente nada de Deus»

E com a revelação de Deus em Cristo, a razão humana compreende alguma coisa de Deus?

Ou será que está a pensar que sabe quando não sabe?


alfredo dinis disse...

Caro anónimo,
O post não pretende provar que Deus existe, ou que Jesu era Deus. Pretende pôr em causa a argumentação dos que pretendem provar que Deus não existe e que é uma invenção da mente humana, e que, além disso, e talvez por isso, 'só faz mal'. Esta argumentação, muito comum entre os ateus, procede pela cuidadosa selecção de maus exemplos, ignorando intencionalmente os exemplos de influências positivas da religi~so, no caso o Cristianismo. A comparação que faz entre Jesus cristo e outros personagens históricos nada prova, em definitivo. Supondo que sabe alguma coisa de teoria da argumentação e de lógica, facilmente cerá que a sua conclusão não sai das premissas. Saudações.

Anónimo disse...

Caro Alfredo,

O nosso pensamento não pode ser, nunca, demasiado complexo nem demasiado simples.

O real, que ele quer atingir, só pode ser duma complexidade infinita, uma complexidade inesgotável.

Por outro lado, ele não consegue apreender nem servir-se do que aprendeu, senão no caso de lhe conferir uma figura simples.

Isso é o que nos separa. A religião recusa aceitar a hipótese mais simples, acreditar, ter fé no que a ciência diz é o mais provável: o homen criou deus. Enquanto a ciência usa essa teoria para evoluir.

Sim é verdade, os cientistas acreditam, no que consideram ser a teoria mais provável, e dedicam a sua vida, com fé, nessa hipótese e assim vão melhorar a qualidade de vida humana.

cordiais saudações,

Anónimo disse...

Caro Francisco,

A sua frase está muito próximo da tese de que a religião Católica apostólica romana é a única verdadeira.

As outras religiões são o quê?
Mentira?

alfredo dinis disse...

Caro anónimo - 7.23,

Da premissa de que o Cristianismo é a verdadeira religião não se conclui, muito ao contrário do que poderia parecer, que as demais são consideradas todas falsas. Os Cristãos consideram que Deus é o criador de todos os povos e a todos de algum modo se revela. Há em todas as religiões, ou pelo menos na sua maioria - elementos de verdade que a Igreja Católica reconhece. Por conseguinte, a dicotomia verdadeiro/falso não se aplica sem mais nem menos a uma outra, Cristianismo/outras religiões.

Cordiais saudações,

Alfredo Dinis,sj

alfredo dinis disse...

Caro anónimo - 3.37pm

O argumento da simplicidade não é tão imediato e simples como parece e como é utilizado no argumento contra a existência de Deus - aparentemente um elemento que torna menos simples explicações como a do surgimento da vida ou do universo. Quando um polícia chega ao local de um crime e vê um homem estendido no chão com uma pistola na mão e sinais de uma bala na cabeça, a exolicação mais simples é a de que suicidou. Mas o facto de ser mais simples não quer dizer que seja a melhor. Com frequência não é, e a explicação final pode ser bem mais complexa.

Cordiais saudações,

Alfredo Dinis,sj