19 de setembro de 2012

Átrio dos Gentios


A Igreja Católica congrega expoentes do pensamento, ciência, política e cultura para debates entre crentes e não crentes Personalidades portuguesas das áreas do pensamento, ciência e política e cultura, como Eduardo Lourenço, João Lobo Antunes, Olga Roriz e Vasco Graça Moura participam no Átrio dos Gentios, iniciativa que a Igreja Católica promove a 16 e 17 de novembro em Guimarães e Braga.

A sessão inaugural do encontro dedicado ao tema “O valor da vida” realiza-se às 18h00 no grande auditório da Universidade do Minho, em Guimarães, com a conferência “Identidade e sentido da vida de um povo”, pelo ensaísta Eduardo Lourenço, com a atuação da Fundação Orquestra Estúdio de Guimarães e Coro da Licenciatura em Música da Universidade do Minho.

Após o jantar o mesmo espaço acolhe a partir das 21h30 o debate “O valor e o sentido da vida de cada ser humano”, com intervenções do neurocirurgião João Lobo Antunes e do cardeal italiano Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício da Cultura, organismo do Vaticano responsável pelo Átrio dos Gentios, plataforma que pretende promover o diálogo entre crentes e não crentes.

Os encontros na Capital Europeia da Cultura são apresentados pela jornalista Maria João Avillez, de acordo com o programa enviado ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

O Átrio dos Gentios transita no sábado para Braga, com a inauguração às 10h00 no Museu Pio XII da exposição de pintura “Crer: as imagens de uma aventura”, de Isabel Nunes.

O Auditório Vita acolhe às 11h00 a peça “Job ou a tortura pelos amigos”, de Fabrice Hadjadj, encenada por Helena Carneiro, seguida da apresentação do livro “Mostrar Cristo ao mundo – Cinco anos de pontificado de Bento XVI”.

A partir das 14h30 decorrem ‘workshops’ em simultâneo. A literatura e espiritualidade vão estar no centro das atenções do painel “Narrar a vida torna-a mais preciosa?”, com os escritores Ana Luísa Amaral, José Tolentino Mendonça e Valter Hugo Mãe, com moderação de Anabela Mota Ribeiro (Universidade do Minho, Salão Medieval).

“O sentido da vida e o sofrimento humano” vai abordar a religião e humanismos no Auditório Vita, com Fernando Nobre, Isabel Jonet, Isabel Galriça Neto e Paulo Moura, moderados por Paulo Moura.

Assunção Cristas, Henrique Leitão e José Rivas debatem a filosofia e a ecologia na Aula Magna da Faculdade de Filosofia no workshop “O valor da vida e o sentido do universo”, com moderação de Luís Mah.

Às 16h30 arranca novo conjunto de painéis. Psicologia e história cruzam-se no Salão Medieval da Universidade do Minho através das perspetivas de Aldina Duarte, Carlos Amaral Dias e Vasco Graça Moura, que refletem sobre “Vida pessoal e vida coletiva na identidade cultural” com a moderação de Jorge Barreto Xavier.

Leonor Beleza modera o painel “Genética e bioética” no Auditório Vita, com Elena Postigo Solana e Maria de Sousa.

“Valor do corpo e consciência espiritual”, centrado no desporto e na teologia, é a última das propostas, protagonizada por Alexandre Mestre, João Duque e Olga Roriz, que reúnem na Aula Magna da Faculdade de Filosofia com moderação de João Aguiar.

Pelas 19h00 a Orquestra Geração de Lisboa e Jovens Cantores de Guimarães atua no Auditório Vita e às 21h30 a catedral recebe a “Missa Brevis”, de João Gil, interpretada pelo grupo Cantate, celebração que encerra a estreia do Átrio dos Gentios em Portugal.

Em nota de imprensa a organização, coordenada por Isabel Varanda, explica que o Átrio dos Gentios em Portugal «é convocado para pensar a Vida nas suas revelações e nos seus mistérios e para pensar a forma como os humanos, neste início do terceiro milénio, nos relacionamos com ela».
«Porque existimos e somos o que somos? Que caminhos nos trouxeram até aqui? O que é e o que significa esta consciência de presença no universo, esta consciência de si, este sentimento de si e do outro? O que é este instinto visceral de sobrevivência que traz nas entranhas algo parecido com esperança e determinação para superar os fluxos de morte que de nós se abeiram e nos envolvem no quotidiano? E a fragilidade da vida? O que nos dizem as religiões e os humanismos, a ciência e a política, a filosofia e a história, o desporto e a teologia, a literatura e a espiritualidade sobre o valor e o sentido da vida de cada ser humano?», são as interrogações inerentes à iniciativa.

«O que a todos nos move, pelos caminhos da ciência, da fé, da dúvida e da resistência é a busca incessante do significado científico, teológico, ecológico, político, humano, pessoal e íntimo da vida. Seja seguindo pelos caminhos da ciência, seja pelos caminhos da fé, seja pelos caminhos da dúvida e da descrença, seja pela luz, seja pela noite, seja pelos cruzamentos quotidianos de uns e de outros, somos todos peregrinos fascinados pela “extravagância de ser” neste universo em que vivemos», sublinha o comunicado.

As inscrições [necessárias para todos os que quiserem participar] começam a 24 de setembro através dos contactos indicados no site oficial 

Rui Jorge Martins
© SNPC | 18.09.12

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