12 de outubro de 2012

Beato João Beyzym





P. João Beyzym partiu para Madagáscar aos 48 anos, onde acabaria por terminar os seus dias ao serviço dos leprosos e outros marginalizados. Fundou um hospital com 150 camas que ainda hoje existe: a construção começou em 1903 e viria a terminar em 1911. Beyzym viria a morrer no ano seguinte, estando na altura enfermo. É recordado em Madagáscar e por toda a Igreja como "servidor e protetor dos leprosos".

Diz-nos por sua própria pena este beato:
Não há ninguém ao lado dos leprosos: não há doutor, não há padre, não há enfermeira, absolutamente ninguém. Desempenho todos os papéis: capelão, carteiro, sacristão, jardineiro, doutor. Quanto a roupa, cada um tenta cobrir-se o melhor que pode, usando sacas ou algo parecido. A comida resume-se a um quilo de arroz por semana, o que é o suficiente para não se morrer de fome. Isto é tudo o que eles têm: não há medicamentos nem ligaduras. Nada... é incrivelmente cuidar dos doentes aqui, porque além da lepra também têm sífilis e sarna, e estão repletos de piolhos. Isto não nos pode surpreender: como podem estes pobres cacos tomar banho e cuidar do cabelo se nas suas mãos já não há dedos? Se alguém se queixa de dor de estômago não lhe perguntamos «O que comeste?» mas «Comeste? Quando?...» Entristece-me pensar no infindável número de gente que dispersa o seus dinheiro em caprichos e prazeres incompreensíveis enquanto nós, por cá, nada temos.

1 comentário:

Nuno disse...

Impressionante!