14 de outubro de 2012



S JOÃO OGILVIE,
presbítero e mártir


João Ogilvie nasceu em 1579 perto de Drum-na-Keit (Escócia). Os seus pais eram nobres calvinistas. Muito novo ainda, enviaram-no para a Europa Continental, a fim de aperfeiçoar a sua formação. Converteu-se à fé católica graças à influência do Padre Cornélio van den Steen (a Lapide). Estudou no Colégio dos Escoceses e noutros institutos superiores. No dia 5 de Novembro de 1599 foi admitido na Companhia de Jesus e, depois da habitual preparação, ordenado sacerdote em Paris no ano 1610.
Depois de insistentes pedidos, obteve licença para voltar à sua pátria. Durante um curto espaço de tempo exerceu ministérios apostólicos em Glasgow. Foi preso à traição e atormentado com crudelíssimos suplícios. Finalmente foi morto no dia 10 de Março de 1615, principalmente por ter defendido até ao fim o primado espiritual do Papa.  As suas últimas palavras foram “ Sou, unicamente pela minha religião, condenado à morte. Por ela daria cem vidas, se as tivesse. Só tenho uma, tomai-a; que a minha religião nunca ma arrancareis.” Paulo VI inscreveu-o no catálogo dos Santos a 17 de Outubro de 1976.


Quando o mártir é Jesuíta, vemos, no martírio, a resposta ao Tomai e recebei. A contemplação para alcançar amor foi vivida. O mártir provou o seu amor por obras, e não só por palavra. Comunicou com Cristo tudo o que tinha, tudo o que era.
Mas não podemos ser um com Cristo na glória se não quisermos ser um com Ele no sofrimento. O mártir deve ter aceite o convite de Cristo para compartilhar com Ele o “terceiro grau de humildade”.
Esta é a lição dos Exercícios Espirituais. Esta é também a lição de S. João Ogilvie, e de todos os mártires da Companhia de Jesus. Viveu e morreu seguindo os Exercícios.


Os tempos mudam, mas há princípios que não. Nos dias de João Ogilvie o espírito da época não dava à Igreja outra opção para defender a fé se não pela controvérsia, e mais efetivamente ainda pelo martírio. Agora, ao menos, há oportunidade para um diálogo com outros cristãos e com outras religiões. Além disso, temos um aspeto importante: a possibilidade de responder ao desafio dos que não crêm.

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