22 de janeiro de 2013

Variações éticas - o primeiro consenso




O primeiro consenso, talvez demasiado facilmente adquirido nas nossas sociedades ocidentais, incide na tese segundo a qual ninguém tem o direito de impor ao outro ou aos outros a sua conceção do bem. Esta convicção na qual repousa a possibilidade de convívio democrático e da própria democracia é de natureza conjuntamente ética e política, mas não deixa de gerar também efeitos perversos, uma vez que parece esvaziar os valores dos quais a vida democrática precisa imprescindivelmente para a sua sobrevivência.

Michel Renaud

1 comentário:

Anónimo disse...

«O primeiro consenso, talvez demasiado facilmente adquirido nas nossas sociedades ocidentais, incide na tese segundo a qual ninguém tem o direito de impor ao outro ou aos outros a sua conceção do bem.»
Isto já só por sí é uma contradição e não faz qualquer sentido. Se por um lado concordo que não devemos impor, com ou sem violência de qualquer ordem, absolutamente nada a ninguém. Não tenho qualquer dúvida que essa tese foi, é e será o elemento que catapultará a sociedade para relativismo, sem moral absoluta, portanto, o caos pessoal e coletivo. Essa tese é sinónima de dizer «não existe bem nem mal» e só por sí nem base deixa para que haja uma discussão, pois ela, como base de partida, me tirará o direito de fazer proselitismo seja do que for. Já o disse aqui e volto a dizer, que podem discordar seja do que for, mas não esperem nunca por paz e justiça plena neste mundo, enquanto não tivermos todos a mesma referencia comum, e isso nunca vai acontecer!
Louvado seja o Senhor Jesus, a plenitude do amor e da justiça, onde alguns se confundem e outros se esclarecem. Ele, que complementa e totaliza a paz e a justiça desde o Antigo até o Novo Testamento.
Francisco