27 de abril de 2013

S. Pedro Canísio, presbítero e doutor da Igreja



Nasceu em Nimega (Holanda) no ano de 1521; estudou em Colónia, onde entrou na Companhia de Jesus; foi ordenado sacerdote em 1546. Enviado à Alemanha, trabalhou muitos anos, com os seus escritos e pregações, na defesa e conservação da fé apostólica. Publicou muitas obras, entre as quais sobressai o Catecismo. Morreu a 21 de Dezembro de 1579, na Suiça.
Canísio possuía um substrato de convicção na fé e auto-segurança que o tornou imune face aos influxos provenientes de fora. Estava na Igreja, na forma de vida herdada, e firme em si mesmo, dando mostras de um fundamento da própria vida tão profundamente alicerçado.
A unidade de sentido eclesial e de religiosidade cristã nunca foi para ele questão, e por isso também nunca se pôde ver colocado diante da necessidade de uma decisão entre ambos. Ele conhecia sem dúvida com clareza as riquezas da vida eclesial do seu tempo e manifestou-as com uma nitidez quase sem exemplo. Mas todas estas experiências nunca fizeram com que a Igreja ou determinadas formas da sua vida se tornassem para ele problema, mesmo quando desfiguradas por abusos vários, como na veneração das relíquias, na doutrina das indulgências e no seu culto dos santos.
Quando se trata do seu próprio eu, Canísio é sempre fechado e parco em palavras. Aquilo que enche a sua existência total, o ímpeto religioso do seu coração e o transbordar deste, permanece calado. A fidelidade à obra, que não conhecia quaisquer desejos próprios e não aspirava por um desdobramento da personalidade, imbuiu todas as suas relações com Deus e a sua oração.
No tempo da reforma as forças mais capazes, o entusiasmo maior e a vontade de se comprometer pareciam estar na parte contrária. Apesar de tudo, não se encontra nele sinal algum de desânimo. Pelo contrário era ele o primeiro a dar coragem aos atemorizados e esmorecidos. Aqui se mostra a real grandeza de Canísio, ou seja, plena consciência de ter de trabalhar aparentemente em vão e no vazio e no entanto aguentou sempre fiel e infatigavelmente neste trabalho, de modo que a vida pareceu ir-se-lhe toda nele.
Foi canonizado e proclamado doutor da Igreja por Pio XI em 1925.

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