8 de maio de 2013

Finalidade e consciência

A ilusão Honkey Kong, por Christian Aslund, via P3
A questão da finalidade é também tão importante como complexa. O conceito de fim implica uma orientação, uma direção que o termo de sentido contém mesmo na sua etimologia. A tese subjacente à nossa apresentação é que não há finalidade senão em relação com uma consciência. O agir especificamente humano, projeta para a frente a Acão a realizar, o que se faz na decisão consciente. A antecipação do fim da ação é somente possível na consciência que interioriza este fim antes da sua efetuação. Se não houvesse uma consciência para antecipar a representação do fim do agir, deveríamos falar de determinismo intrínseco e não de finalidade; neste sentido, é compreensível que a ciência não encontre a finalidade no seu percurso e que se limite a procurar as facetas de determinismo e de indeterminação nos fenómenos da natureza.
Michel Renaud 

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