13 de maio de 2013

Um não lugar passa a ter vida

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"Pegar na imagem de um cidadão comum, do everyday hero, e dar-lhe espaço numa cidade, criar uma metáfora sobre o quanto uma pessoa pode cravar uma cidade como a cidade a crava a ela. Esse ciclo sempre me interessou bastante, pelo caótico da cidade e a maneira como influenciamos as coisas sem estarmos conscientes disso. Trabalhar com o caótico levou-me ao trabalho com a destruição: construir, destruindo. E naquele caminho que fazemos todos os dias, de repente, temos uma cara num prédio em que nem notávamos, que estava completamente abandonado e entregue à especulação. Um não lugar passa a ter vida, estás a pôr-lhe um foco, tem uma nova utilidade e faz as pessoas pensarem naquilo. No final, estás a tocar na vida das pessoas, porque todos nós somos feitos de uma série de cadências de eventos"

Alexandre Farto, aka Vhils

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