14 de julho de 2013

parábola do bom Samaritano



Tal como a maior parte das sociedades, o Judaísmo do primeiro século estava estruturado em fronteiras, com regras específicas sobre como os Judeus deveriam tratar os Gentios e os Samaritanos, como os sacerdotes deveriam relacionar-se com os Israelitas, como os homens deveriam tratar as mulheres, etc. Dado que as fronteiras permitiam a certos grupos estabelecer as suas posições, poder, e privilégios, a manutenção das fronteiras era fundamental para a ordem social. … Ao fazer de um Samaritano o herói da história, Jesus desafiou a tradicional inimizade entre Judeus e Samaritanos. Estes eram considerados pessoas impuras, descendentes de matrimónios mistos que se seguiram à fixação Assíria de diversas regiões no desaparecido reino do norte (2 Reis 17:6, 24). Ao apresentar o Samaritano como o herói da história, Jesus acabou com todas as expectativas acerca das fronteiras. Posição social – raça, religião ou região – nada valem… Jesus não apenas desafia o seu ouvinte a examinar o seu estereótipo acerca dos Samaritanos, mas torna inválidos todos os estereótipos.

            The New Interpreter's Bible, vol. IX, The Gospel of Luke, the Gospel of  John,         Nashville: Abingdon Press,  1995, pp. 229-230.


2 comentários:

Anónimo disse...

Bom texto, bom ensinamento Sr Alfredo Dinis ... aquele que sem conhecer a lei, faz o que a lei manda, demonstra que a lei está inscrita nos corações dos homens.

Francisco

alfredo dinis disse...

Inteiramente de acordo. Isto contraria a ideia muito divulgada sobretudo entre os não crentes de que para os crentes só este podem ter um comportamento ético elevado. Essa nunca foi a posição da Igreja Católica, como se pode ver, por exemplo, na sua posição sobre a 'lei natural', de base racional, comum a crentes e a não crentes.

Saudações.

Alfredo Dinis