21 de agosto de 2013

conhece-te a ti mesmo

O argumento que considera que o discurso científico é o único fiável, parte do pressuposto de que ‘conhecimento’ e ‘conhecimento científico’ são semanticamente equivalentes. Mas não são. O célebre conselho de Sócrates ‘conhece-te a ti mesmo’ não equivale a ‘conhece-te cientificamente a ti mesmo’. A pintura, a poesia e outras variedades de expressão da experiência humana são formas de conhecimento que não entram em conflito com a ciência nem a ela se submetem, como se tivessem necessidade de adoptar a metodologia científica para se poderem legitimar. A religião, todas as religiões, colocam-se nesta perspectiva.

10 comentários:

Cisfranco disse...

Hoje sabe-se muito acerca de muita coisa, mas no que nós não atentamos é no conhecimento individual. "Homem conhece-te a ti mesmo" clamava o Filósofo. Tal como então, continuamos a ser os grandes desconhecidos de nós próprios. Conhecer o nosso funcionamento íntimo, ao nível da elaboração de ideias e pensamentos, eis um mundo que está só no início da descoberta.

M Campos disse...

Também é sabermo-nos conhecermo-nos cientifícamente. Mas é saber de um outro modo conhecer na individualidade de cada um. Perspectivas complementares sem serem paralelas mas antes misturadas, e assim...praticamente inseparáveis na realidade da vida.

Cumprimentos!

Anónimo disse...

falácia:

A extrapolação da pintura e música para a religião é falsa!

É verdade que a pintura e a música podem existir sem ciência. A religião não está no mesmo plano.

A pintura não afirma que sabe a verdade da vida ou o caminho da felicidade. A música também não...

A pintura ou a música não criticam comportamentos canónicos humanos. A religião não só critica como condena...

Cumprimentos,

Anónimo disse...

Curioso, eu faço pinturas e músicas de forma científica.

A música e a pintura usam muita matemática...

Ciências divertidas :)

Mesmo que não se submetam (conscientemente) usam e podem ser descritas pela ciência.

Anónimo disse...

Postulado: Se não te conheceres cientificamente, nunca te conhecerás realmente.

Anónimo disse...

Claro! O que teria a ciência a dizer, de acordo com o seu método científico, sobre a fé e a razão, ou sobre o amor, ou sobre a moral....

Anónimo disse...

"The triumph of the therapeutic: Uses of faith after Freud" Book

Anónimo disse...

"Bounded rationality: The adaptative toolbox" Book

Anónimo disse...

"Emotional design: Why we love (or hate) everyday things" Book

Anónimo disse...

"The development of social knowledge: Morality and convention" Book