25 de agosto de 2013

Por uma Igreja próxima


Jornalista: Santo Padre, no Brasil o Senhor utilizou e continua a utilizar um carro modelo muito simples. … Essa sua simplicidade é uma nova determinação a ser seguida por padres, bispos e cardeais?

Papa Francisco: O carro que estou a usar aqui é muito parecido com o que eu uso em Roma. Em Roma uso um Ford Focus azul. Simples, do tipo que qualquer um pode ter. Sobre isso, penso que temos que dar testemunho de uma certa simplicidade – eu diria, inclusivé, de pobreza. O nosso povo exige a pobreza dos nossos sacerdotes. Exige, no bom sentido, não pede isso. O povo sente o seu coração magoado quando as pessoas consagradas são apegadas ao dinheiro. Isso é mau. E, realmente, não é um bom exemplo que um sacerdote tenha um carro último tipo, de marca. … É necessário que o padre tenha um carro, é necessário. Porque na paróquia há mil coisas a fazer, deslocamentos são necessários. Mas tem que ser num carro modesto.

(Entrevista transmitida no dia 28 de Julho no programa ‘Fantástico’ da Rede Globo, Brasil e publicada no jornal L’Osservatore Romano, edição em português, 17.08.2013, p. 8))

1 comentário:

Anónimo disse...

Nem mais. Infelizmente, nesta questão de apego ao dinheiro e noutras questões, há muitos dentro da Igreja que sujam a imagem do Senhor.