5 de outubro de 2013


27º Domingo de Tempo Comum





1ª Pista 
Fé, dimensão insólita

Esta dimensão própria corresponde a uma tensão entre a graça e a escolha. Opto ou não, por me abrir à possibilidade do insólito que o mundo mecanicista vela. Este insólito é um motor misterioso que não se prova e não se compara. Assim, viver humildemente a possibilidade do insólito é uma escolha, por vezes escura, por vezes dolorosa e sem garantias. Toca no entanto o espaço que possibilita o alívio e o descanso e nota-se quem o experimenta.

O tamanho do grão de mostarda não é outro senão o tamanho da nossa escolha, o tamanho da nossa abertura. E é esta a medida que permite o engenho da vida Cristã. Neste Domingo, toca-me aguçar o engenho pela caridade que me é dada experimentar no bem que me fazem. Meditando este aspeto procuro viver com a sabedoria própria de uma estação do ano como o Outono que é reflexo de uma certa maturidade e benevolência sobre a vida e a morte.




Tensão entre direitos e deveres

A tensão entre direitos e deveres é densa e permanente na sociedade atual. Tensão porque dificilmente reconhecemos o mesmo peso entre o que devo fazer e aquilo que devo receber. Com o crescente eu – centramento da cultura atual, o conceito de direitos está muito mais enraizado na carne do Homem e o dever é visto secundariamente como algo excedente e não vital.

Nisto, o Cristão deve ser espelho de humildade reconhecendo em si que o serviço é obra do Homem livre. O serviço é produto da própria efemeridade da vida. A esperança é precisamente aquilo que torna necessário o serviço, o dever de viver servindo. Neste domingo medito sobre o peso do serviço da minha vida.

2 comentários:

Anónimo disse...

Se a Igreja Romana, prefere atacar os direitos das pessoas simples que vão à missa e que trabalham, é uma escolha possível.

Execrável mas possível.

A Igreja Romana devia olhar aos direitos dos accionistas das PPP com mihlões de euros depositados num contrato com o estado em que o estado garante um ganho de 8% adicionado da inflação desse ano! Rendibilidade. Talvez o banco do vaticano também faça parte dos investidores das PPP.

Contra esta Igreja de pobres, que quer acabar com a classe média! para ter mais esmola de pobres...

Anónimo disse...

O dever de viver servindo?

És escravo e vais continuar escravo?

Não será melhor o dever de ajudar, de ensinar, de constuir?

A política romana de terra queimada... só para manter o Status Quo...

Mas o clero vai desaparecer...
Os representantes de deus vão desaparecer...
olhem para a China...