Sto. Afonso Rodrigues - Santificar o outro
Afonso Rodrigues viveu a sua missão de porteiro (abre
porta, fecha porta, abre porta, fecha porta…) de um modo muito particular. Cada
vez que abria a porta a alguém, era para ele como se a abrisse ao próprio
Cristo.
“Vou já Senhor, vou já.” poderíamos ouvir de Afonso se
batêssemos à porta do Colégio onde era porteiro.
Diz Sto. Atanásio de Alexandria que o Verbo de
Deus “se fez homem para que nos tornássemos Deus”.
Então,
segundo Atanásio, o Homem é criado para ser Deus, para ser como Deus, para ser
com Deus.
Ora, é exactamente isto que Afonso realiza.
Cada vez que Afonso abre uma porta faz com que se realize
plenamente, naquele instante, a vocação daquele a quem a porta é aberta.
Afonso diviniza-me ao abrir-me a porta como se eu fosse
Cristo, porque me trata como trataria o próprio Deus.
Ao viver assim, ajudando cada um a viver a sua vocação
– temos em S. Pedro Claver um bom exemplo – Afonso sacrifica (torna sagrada) a
sua vida, entregando-a a Deus, para Sua maior glória, e assim se santifica.
Afonso santifica-se santificando-nos.
E nós, como nos santificamos?
Devagarinho…
Podemos começar por sorrir todos os dias para o porteiro,
como se fosse Jesus Cristo a abrir-nos a porta.
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