15 de fevereiro de 2013

Cláudio de La Colombière

A Companhia de Jesus celebra hoje este homem, Cláudio de La Colombière. Sobre a sua vida já neste blog nos detivemos longamente. Há a destacar que, como confessor de santa Margarida Maria de Alacoque, ambos foram responsáveis pela difusão do Sagrado Coração de Jesus. 
A nível internacional, a Igreja dispõe do Apostolado da Oração que é uma rede mundial de oração e acção para responder aos desafios da humanidade dentro da missão da Igreja. Pretende formar homens e mulheres unidos a Cristo, esclarecidos na própria fé e disponíveis para servir a Igreja no seu ambiente quotidiano. Recentemente em Portugal lançou um novo site que recomendamos vivamente.

15.02.2013




.ARGENTINA.

-Quaresma-, "40 dias com os 40 últimos”.

13 de fevereiro de 2013

Cinzas | recorda-te...


Cântico de peregrinação. 
Salmo da colecção de Salomão. 

Se não for o SENHOR a edificar a casa, 
 em vão trabalham os construtores.  
Se não for o SENHOR a guardar a cidade,  
em vão vigiam as sentinelas. 
De nada vos serve trabalhar de sol a sol 
 e comer um pão ganho com tanta fadiga,  
quando Deus é que dá a prosperidade aos seus fiéis. 

Os filhos são uma herança do SENHOR, 
 eles são a sua recompensa. 
Os filhos nascidos na nossa juventude 
 são como flechas nas mãos dum guerreiro. 
Feliz o homem que tem muitas dessas flechas! 
 Não será envergonhado pelos seus inimigos,
quando tiver de se defender diante dos juízes.

Salmo 127 [126]

6 de fevereiro de 2013

São Paulo Miki







Chegado a este momento, creio que não haverá ninguém entre vós que me julgue capaz de faltar à verdade. Declaro-vos, por isso, que não há nenhum caminho para a salvação a não ser aquele que seguem os cristãos. E como esta religião me ensina a perdoar os inimigos e a todos os que me ofenderam, de boa vontade perdoo ao rei e a todos os que tiveram parte na minha morte, e peço-lhes que queiram receber o baptismo.

S. Paulo Miki,
do alto da cruz onde o pregaram

5 de fevereiro de 2013

.Ser recebido sem querer.



“O génio e o apóstolo”, de Soren Kierkegaard, é uma obra do filósofo dinamarquês que trata da diferença entre querer e receber, isto é, da diferença entre uma acção volitiva e uma passividade activa. Quem quer alguma coisa vive num estado de excitação que só se poderá satisfazer no momento em que a tal coisa desejada seja adquirida. Quem, pelo contrário, vive em atitude de recepção, manifesta uma atitude de conformidade para com o recebido. Contraponho a ânsia do querer à conformidade (nunca conformismo) do receber, sem por isso afirmar que o facto de desejar seja pior do que aquele de receber. Porém, quem recebe experimenta em si um sentimento que o põe em acção. O recebido suscita uma reacção em quem recebe. Receber dinamiza. Mas quem quer tende para a inactividade. As energias da vontade esgotam-se a medida que o objecto desejado não é alcançado. Mas, ainda pior, mesmo alcançado, afoga-se a vontade. O facto de querer acaba por paralisar o sujeito que deseja. Resumo esta minha impressão nas noções de “parálise do desejo” e de “dinâmica do recebido”. Afirmo que não há nada mais gratificante do que ser recebido sem querer.


Vê-se isto acontecer claramente com algo tão complexo como é o amor. Um amor desejado mas não atingido acaba por frustrar o sujeito, mas um amor recebido sugere mais amor. Mas não queria adoçar demasiado este comentário. Apenas proponho-me defender que é bastante mais saudável viver em chave de agradecimento do que em chave de queixa. Quem sistematicamente se queixa só pode ficar cada vez mais triste, quem continuamente agradece só pode tender a uma alegria mais plena. A exigência continuada entre pessoas quebra relações e fecha corações. A gratuidade, porém, gera laços de empatia porque surge do descentramento do sujeito. A satisfação jamais está posta em mim, na insignificância do meu “eu”, mas no outro, na grandiosidade de quem não é “eu”. Só dando relevância a esta lógica é que é possível preferir a humildade à soberba, pois esta última envilece a própria imagem deteriorando-a, ao tempo que a primeira a humaniza num exercício de sinceridade. 
Não quero receber, pois isso é querer; mas opto por receber, com simplicidade, o facto de receber.

"Tumor causado pelo excesso de abundância e de paz" - Hamlet

por Nuno Gonçalves via P3
 
 HORÁCIO - É um grão de areia suficiente para enevoar os olhos da alma! Na época mais gloriosa e florescente de Roma, pouco antes de sucumbir o poderosíssimo Júlio César, as sepulturas ficaram vazias,  e os mortos, envoltos nas mortalhas, vagueavam pelas ruas de Roma, dando gritos e dizendo palavras confusas. Viram-se tantas coisas prodigiosas no céu, como estrelas cadentes, de caudas a arder, chuvas de sangue e perturbações no Sol; e o astro húmido, a cuja influência está sujeito o império de Neptuno, sofreu um eclipse, como se tivesse chegado o dia do Juízo Final. E estes prenúncios de acontecimentos terríveis, à laia de mensageiros que precedem sempre os fados, e prólogo de calamidades iminentes, são os mesmos que, tanto no céu como na terra, se têm revelado no nosso clima e aos nossos compatriotas. (Torna a entrar o Espectro.) (...)

4 de fevereiro de 2013

4 de Fevereiro S. João de Brito, presbítero



Era natural de Lisboa, onde nasceu a 1 de Maio de 1647, filho de Salvador Pereira de Brito e D. Brites Pereira. Muito menino ainda, perdeu o pai, que alguns anos depois da restauração de 1640 fora mandado por D. João IV governar o Brasil, onde faleceu.

D. Brites Pereira consagrou-se totalmente aos três filhos que o marido lhe deixara. João, o mais novo, foi educado na corte, entre os pajens do Infante D. Pedro. Já desde essa tenra idade começou a cultivar desejos de vida mais perfeita, abrigando aspirações de completo sacrifício e imolação a Deus.

Mas nem todos os companheiros lhe sabiam apreciar devidamente a virtude e talentos; e com palavras ofensivas fizeram-lhe pagar às vezes os pequeninos triunfos conquistados. Desde então, começou a corte a dar-lhe o cognome de mártir.

Assaltou-o nessa ocasião uma gravíssima doença, onde por devoção, sua mãe faz a promessa a S. Francisco Xavier que, se o filho se curasse da doença, o traria vestido um ano inteiro com a roupa da Companhia. Trajando a humilde batina negra, João acompanhava o infante D. Pedro.

Ao expirar o prazo da promessa, com grande mágoa sua, João teve de largar a batina da Companhia, conservando, porém, o desejo de a poder um dia revestir para não mais a largar.

Aos 17 de Dezembro de 1662 transpunha finalmente João de Brito os umbrais da casa do noviciado de Lisboa. Distinguiu-se muito pela piedade e observância religiosa.

Em Março de 1673, João de Brito, ordenado sacerdote pouco tempo antes, podia enfim sair a barra de Lisboa, em companhia de uma expedição de 17 missionários. Durante seis meses de travessia, foi apóstolo de tripulação.

Em Goa terminou os estudos de teologia, e os Superiores pensaram encarregá-lo de reger uma cadeira de filosofia.

Destinaram-no os superiores para a missão do Maduré, uma das mais trabalhosas. Oferecia especiais dificuldades a evangelização, tanto por causa do clima ardente, das viagens através de areais, de pântanos, de bosques e de serras aspérrimas, como principalmente pela condição dos hindus e pelas suas ideias a respeito dos europeus. Tinham-nos na conta de párias por verem que tratavam com estes “fora de castas”, aos quais “os de castas” não consentem morar nas suas povoações nem deles se servem para qualquer mister. Neste afastamento os envolvem não só a eles, mas a todos os que com eles tratam.

Os frutos recolhidos não podiam deixar de suscitar perseguições, especialmente dos brâmanes.

Depois de chegar à Índia, encontrava-se de novo a evangelizar entre os povos do Maravá; houve dias em que passou de 3.000 o número de regenerados em Cristo pelo baptismo. Entre os convertidos contava-se um príncipe chamado Tariadevém. Foi esta conversão a causa última da morte de S. João de Brito.

Foi a sentença executada a 4 de Fevereiro de 1693, perto de Urgur, sobre um outeiro. Na véspera, dirigindo-se ao Superior da Missão, assim interpretava o martírio que iria sofrer: “Quando a culpa é virtude, o padecer é glória”.

Pio IX inscreveu João de Brito no catálogo dos Bem-aventurados a 17 de Fevereiro de 1852, e Pio XII canonizou-o a 22 de Junho de 1947.


3 de fevereiro de 2013

4º Domingo do Tempo Comum



"«Em verdade vos digo que nenhum profeta é bem recebido na sua terra» [...] Mas, passando pelo meio deles, Jesus seguiu o seu caminho".                           
                                                                             (Lc 4, 24.30)