31 de outubro de 2013



 Sto. Afonso Rodrigues - Santificar o outro


San Alonso Rodriguez Hoje a Igreja e a Companhia de jesus celebram a vida de Afonso Rodrigues, Irmão Jesuíta que foi porteiro durante mais de trinta anos e em quem a Igreja reconhece a Santidade de Deus.

Afonso Rodrigues viveu a sua missão de porteiro (abre porta, fecha porta, abre porta, fecha porta…) de um modo muito particular. Cada vez que abria a porta a alguém, era para ele como se a abrisse ao próprio Cristo.
“Vou já Senhor, vou já.” poderíamos ouvir de Afonso se batêssemos à porta do Colégio onde era porteiro.

Diz Sto. Atanásio de Alexandria que o Verbo de Deus “se fez homem para que nos tornássemos Deus”.



Então, segundo Atanásio, o Homem é criado para ser Deus, para ser como Deus, para ser com Deus.
Ora, é exactamente isto que Afonso realiza.

Cada vez que Afonso abre uma porta faz com que se realize plenamente, naquele instante, a vocação daquele a quem a porta é aberta.
Afonso diviniza-me ao abrir-me a porta como se eu fosse Cristo, porque me trata como trataria o próprio Deus.
Ao viver assim, ajudando cada um a viver a sua vocação – temos em S. Pedro Claver um bom exemplo – Afonso sacrifica (torna sagrada) a sua vida, entregando-a a Deus, para Sua maior glória, e assim se santifica.
Afonso santifica-se santificando-nos.

E nós, como nos santificamos?
Devagarinho…
Podemos começar por sorrir todos os dias para o porteiro, como se fosse Jesus Cristo a abrir-nos a porta.

27 de outubro de 2013

O Mistério no facto religioso

"... o facto religioso inscreve-se no âmbito do sagrado cujo termo polarizador e realidade determinante é o Mistério, «tremendum et fascinans», ao qual se dirige a fundamental atitude religiosa do homem. O Mistério aparece como Transcendência, como realidade «Totalmente Outra» que o homem não consegue abarcar, antes se sente abarcado por ele; como realidade ontologicamente suprema que faz o homem tocar a sua nudez ontológica e a sua radical finitude; como realidade axiológica absoluta, «mirum et mirabile», Bem Supremo que vale por si e do qual procede todo o valor; como santidade augusta que faz o homem descobrira sua «situação global» de indigência e de «pecado». O Mistério manifesta-se também como «actividade», como «Transcendência activa» que provoca o homem a transcender-se e lhe possibilita uma resposta de entrega confiada, mediante a qual o homem encontra a sua realização total, última e definitiva, isto é, a salvação. Na atitude humana propriamente religiosa, na sua bipolaridade extática - salvífica, originada pela irrupção perturbadora do Mistério, o homem vivencia-se como ser-colocado-perante-a-Alteridade-Absoluta e referencia toda a realidade a esse «Último» que lhe dá pleno sentido. A atitude religiosa é, pois, uma experiência singular, uma experiência trans-racional, bem distinta da atitude filosófica, pois nela confluem o temor e a confiança, a razão e o símbolo, o logos e o mythos."

José Rui da Costa Pinto, S.J.

Domingo XXX do Tempo Comum



Graça a pedir: Fé, Esperança e Caridade

- A oração do humilde (Esperança)
“A oração do Humilde atravessa as nuvens e não descansa enquanto não chega ao seu destino.” Já muito ouvimos falar de oração, de relação com Deus, mas quantas vezes nos deixamos abater pelas dificuldades, pela aridez, pela nossa realidade de pecado? Quantas vezes entramos num ciclo vicioso de busca das respostas em nós, num “auto-centrismo” que não mais é do que uma espiral que nos fecha em nós mesmos e nos afasta dos outros e de Deus. A maneira de quebrar este ciclo é sairmos de nós mesmos, aceitando a nossa condição de fragilidade, colocando toda a nossa esperança na Graça do Senhor que em nós opera.

- O Senhor está a meu lado (Fé)
Ainda que todos me abandonem, o Senhor permanece a meu lado. Este é um pilar da fé. A fidelidade de Jesus, que tudo sofreu e suportou para que nenhum homem, fosse qual fosse a sua situação de miséria, sofrimento ou pecado, se sentisse abandonado. Deus permanece e eu sou chamado a permanecer n’Ele.

- Quem se humilha será exaltado (Caridade)
Aquele que se humilha é aquele que desce até ao outro sem o condenar, mas que se baixa para o poder levantar. Esta humilhação é ao mesmo tempo um acto de Fé, mas também de misericórdia e de Caridade. Aquele que sabe pedir o perdão é também aquele que perdoa. Deixemos que esta atitude, tomada primeiramente por Cristo, se torne também nossa, não para sermos exaltados, mas para exaltar o nosso irmão ao levantá-lo.

21 de outubro de 2013

filosofia da religião

 

"a filosofia da religião é um pensar filosófico que versa sobre a religião e, portanto, coloca todo o empenho em esclarecer intelectualmente a essência e a forma de ser desta. A filosofia da religião aborda racionalmente a pergunta: o que é a religião na sua essência?
[Bernhard Welte]
 
"O horizonte da religião do futuro constitui aliciante desafio à filosofia da religião, cujo futuro se vislumbra apaixonante." 
[José Rui Costa Pinto, sj]
 
seleção de António Pamplona

20 de outubro de 2013



XXIX Domingo do Tempo Comum
Dia Mundial das Missões















 Peço-Te, Senhor, a graça de Te servir sempre,
com vontade dedicada e coração sincero.

Cântico

Composição de Lugar
Tenho as mãos levantadas e não as posso baixar.
Está calor, estou cansado… Não aguento mais!
No último instante, vejo o Senhor, que me levanta.
Esteve sempre lá…
Será que Jesus alguma vez sentiu isto?

Baixar as mãos
As mãos iam-se tornando pesadas                 Ex 17, 8-13

Às vezes o ritmo da vida pode ser alucinante.
Vivo a correr, com o peso de ser indispensável.
“Se eu baixar as mãos, Israel perde terreno.”
Perde mesmo?

Os Inegociáveis
Permanece firme no que aprendeste         2Tm 3, 14-4, 2

Todos temos hábitos, rotinas, rituais que não mudamos por pensarmos que nos ajudam a manter as mãos levantadas.
Chamemos-lhes inegociáveis.
Quais os meus inegociáveis?
Estão fundados em Cristo, na Sua Palavra?

Pé que vai à frente não volta atrás!
Os eleitos clamam por Ele dia e noite     Lc 18, 1-8

Se o Pai me pede para dar o passo, então permaneço e persevero n’Ele, dia e noite.
O pé que vai à frente, no Senhor, não volta atrás.

Colóquio
Perguntar ao Senhor, deixar que o Senhor me pergunte:
Quando voltar o Filho do homem, encontrará fé sobre a terra?