14 de setembro de 2011

14 DE SETEMBRO - EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ


“Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Ninguém subiu ao Céu senão Aquele que desceu do Céu: o Filho do Homem. Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do Homem será elevado, para que todo aquele que acredita tenha n’Ele a vida eterna. Deus amou tanto o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele.”          [Jo 3,13-17]


Comentário:
'Assim como Moisés elevou a serpente no deserto'… a serpente, aquilo que rasteja, o que é vil, fraco, desprezível. Moisés levantou, ergueu o que é desprezível no deserto – o povo de Israel.
'também o Filho do homem será elevado'… Jesus identifica-se com o mais baixo, mais fraco, com o desprezível, com um povo, e baixa-se para se elevar com ele, e será sempre elevado, não é uma acção acabada, mas para cada momento até ao fim.
'para que todo aquele que acredita tenha n'Ele a vida eterna'... esta é a mensagem de Jesus, para quem confia na sua Graça, no seu amor. Levantado por Ele, como uma serpente no deserto, experimenta aquilo que o amor é, experimenta a vida completa, eterna.
'Deus amou tanto o Mundo...para que...não pereça, mas tenha a vida eterna'...porque Deus nos ama, e este é o movimento do amor de Jesus, de quem levanta a 'serpente', o fraco, o caído, o desprezível, o esquecido e maltratado por todos. Mas levanta para que não pereça, não caia, não morra, para que ande direito e não de rastos.
'Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para ser salvo'...Deus não condena, não julga, não esquece, mas acredita, levanta, salva, põe de pé, por Amor.
'salvo por Ele'...é Jesus que salva de quê? de tudo o que leva ao rastejar, do andar caído, dos nossos 'rastejos'...Ele baixa-se por nós para nos elevar; salva do medo, da solidão profunda...do inferno.
é neste Jesus que vale a pena acreditar para ser elevado.

9 de setembro de 2011


5Acaso é esse o jejum que me agrada,
no dia em que o homem se mortifica?
Curvar a cabeça como um junco,
deitar-se sobre saco e cinza?
Podeis chamar a isto jejum
e dia agradável ao SENHOR?
6O jejum que me agrada é este:

libertar os que foram presos injustamente,
livrá-los do jugo que levam às costas,
pôr em liberdade os oprimidos,
quebrar toda a espécie de opressão,
7*repartir o teu pão com os esfomeados,
dar abrigo aos infelizes sem casa,
atender e vestir os nus e não desprezar o teu irmão.
8*Então, a tua luz surgirá como a aurora,
e as tuas feridas não tardarão a cicatrizar-se.
A tua justiça irá à tua frente,
e a glória do SENHOR atrás de ti.
9Então invocarás o SENHOR e Ele te atenderá,
pedirás auxílio e te dirá: «Aqui estou!»
Se retirares da tua vida toda a opressão,
o gesto ameaçador e o falar ofensivo,
10se repartires o teu pão com o faminto
e matares a fome ao pobre,
a tua luz brilhará na tua escuridão,
e as tuas trevas tornar-se-ão como o meio dia.
11O SENHOR te guiará constantemente,
saciará a tua alma no árido deserto,
dará vigor aos teus ossos.
Serás como um jardim bem regado,
como uma fonte de águas inesgotáveis.

(Isaías 58, 5-11)

29 de agosto de 2011

O ruido e o silêncio





NOOMA Noise | 005 Rob Bell

Why is silence so hard to deal with? Why is it so much easier for us to live our lives with a lot of things going on all the time that to just be in silence? We're constantly surrounded with "voices" that are influencing us on how to think, feel, and behave. Movies, music, TV, Internet, cell phones, and a never-ending barrage of advertising. There's always something going on. Always noise in our lives. But maybe there's a connection between the amount of noise in our lives and our inability to hear God. If God sometimes feels distant to us, maybe it's not because he's not talking to us, but simply because we aren't really listening.

NOOMA films are created and produced by Flannel, a nonprofit organization. We are a group of people committed to giving everyone a fresh and compelling look at the teachings of Jesus.

10 de agosto de 2011

A santificação do descanso

Senhor, o problema da santificação dos «lazeres» é resolvido em Ti e por Ti. No meu descanso cantarei, se és tu o meu descanso. Encontrar-te-ei no meu repouso, se és tu o meu repouso. Tu és a plenitude e a alegria do sétimo dia. Aumenta em mim o reconhecimento, de modo que eu faça de todo o repouso, de toda a recreação, de todas as férias uma entrada no repouso do Criador que me fez e me conserva, uma entrada no repouso do Cordeiro que me redime e perdoa. Neles encontrarei o repouso máximo, pois a sua obra de bondade foi infinita. Mestre, faz do meu repouso uma participação nesse repouso que, nas margens do lago, tomaste com teus apóstolos. «Quanto a nós, se tivermos fé, havemos de entrar no repouso de que Deus falou».



In.: Presença de Cristo, um Monge da Igreja Oriental


1 de agosto de 2011

Oração para o tempo de férias, José Tolentino de Mendonça


Senhor, seja este o tempo

de nos relançarmos em aliança mais pura com o real

convictos daquilo que a hospitalidade

paciente e fraterna do mundo

em nós revela

Que saibamos apreciar a imediatez flagrante em que a vida se dá,

mas também as suas camadas profundas, escondidas, quase geológicas.

Que no instante e na duração saibamos escutar,

hoje e sempre,

o vivo, o desperto, o fremente

e o seu esperançoso trabalho.

Recebe, de nós,

a aurora e o verde azulado dos bosques.

Recebe o silêncio intacto dos espaços.

Recebe a música oceânica do vento.

Mas recebe igualmente a marcha desencontrada da história,

o desenho inacabado da nossa conversa terrena,

esta espécie de parto que,

entre dor e alegria,

nos une.

Sejam os nossos quotidianos gestos

mergulhados na vivacidade da troca,

abertos ao que de todos os pontos

da humanidade e do mundo converge,

impelido pelo teu Espírito.

Que a frágil chama de amor hoje acesa

Ilumine tudo por dentro:

desde o coração da menor partícula

à vastidão das leis mais universais.

E tão naturalmente invada

cada elemento, cada mola, cada liame,

florescendo e amadurecendo

toda a vida que em nós vai germinar.

José Tolentino Mendonça