
A co-vivência exige sabedoria. Podemos ser levados a pensar que coincidir com alguém num espaço é de tal forma natural que nada mais nos é pedido que partilhar oxigénio e uma ou outra opinião. Equivocamo-nos: a co-incidência não é co-vivência. Pelo nascimento, não somos projetados contra um outro; pelo contrário, somos chamados a viver lado a lado.
Quem sou eu? Quais são os meus gostos, os meus apetites, as minhas paixões? Quem sou eu? O que é que me eleva, o que é que me deprime? "Quem sou eu?" urge questionar, deixando a pergunta cair em mim no seco do estômago: ambicionar a consciência cortante de mim.
E quem é o outro? Que histórias lhe conheço, o que me interpela - nele e dele - que hábitos me agridem e que virtudes me encorajam? De que forma ele não me é neutro, mesmo no mais fugaz e extemporâneo encontro? Tenho consciência deste ligame tão vital que me define? Eu vivo o outro em mim, cordas profundas são simultaneamente despertadas e abafadas por que o outro me surpreende: o fato de um outro existir intriga-me, ainda que eu cale a dúvida que a sua presença é.
Vivo e existo só, e é em solidão e por solidão que descubro o outro: ela é força motriz, embala e impele. Nesse lugar de desassombrada consciência que a solidão pode ser, quando o é, ocorre a revelação do outro. Ele não existe para mim fora da minha percepção e, por isso mesmo, ela tem de ser enriquecida.
Quem sou eu? Quais são os meus gostos, os meus apetites, as minhas paixões? Quem sou eu? O que é que me eleva, o que é que me deprime? "Quem sou eu?" urge questionar, deixando a pergunta cair em mim no seco do estômago: ambicionar a consciência cortante de mim.
E quem é o outro? Que histórias lhe conheço, o que me interpela - nele e dele - que hábitos me agridem e que virtudes me encorajam? De que forma ele não me é neutro, mesmo no mais fugaz e extemporâneo encontro? Tenho consciência deste ligame tão vital que me define? Eu vivo o outro em mim, cordas profundas são simultaneamente despertadas e abafadas por que o outro me surpreende: o fato de um outro existir intriga-me, ainda que eu cale a dúvida que a sua presença é.
Vivo e existo só, e é em solidão e por solidão que descubro o outro: ela é força motriz, embala e impele. Nesse lugar de desassombrada consciência que a solidão pode ser, quando o é, ocorre a revelação do outro. Ele não existe para mim fora da minha percepção e, por isso mesmo, ela tem de ser enriquecida.



