Roberto Mayer nasceu em Stuttgart a 23 de Janeiro
de 1876. Foi ordenado sacerdote em 1899 e entrou na Companhia de Jesus em 1900.
Depois de ter completado a sua formação, trabalhou durante alguns anos como
missionário popular, até que, em 1912, foi nomeado capelão dos imigrantes em
Munique.
O beato Roberto Mayer foi um dos primeiros a dar-se
conta da verdadeira índole do movimento hitleriano nascente e, já em 1923,
declarou publicamente que um católico não podia ser nunca nacional-socialista.
De uma homilia do Cardeal Júlio Döpfner: “Bem-aventurados
os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados”. Como se aplicam bem
ao Padre Roberto Mayer estas palavras! Na verdade, a paixão ardente do seu
espírito era seguir a Deus, que o conduzia ou, mais ainda, o impelia
inequivocamente numa só direção.
Profundamente impregnado de um irresistível amor de
Deus, repetia constantemente na sua oração: “Senhor, como quereis, quanto
quereis, o que quereis, porque o quereis!”. O Senhor e a sua vontade eram o
íman da sua vida.
Em 1939, foi enviado
para o campo de concentração de Sachsenhausen. AÍ as suas forças físicas caíram
de modo tão preocupante que os nazistas, receando que morresse como mártir, o
encerraram, a 5 de Agosto de 1940, na Abadia de Ettal, onde permaneceu
completamente isolado até ao fim da Segunda Guerra Mundial. Retomou então as
suas atividades sacerdotais na capital bávara, mas, no dia 1 de Novembro de
1945, veio a morrer. Foi beatificado em Munique por João Paulo II em 1987.